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kuryos - Silvio Dutra
Silvio Dutra
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Texto mais recente: A Origem e a Cura do Mal



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A Família de Caim (Gênesis 4.16-24)
12/09/2012
Autor(a): Silvio Dutra
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95737 A Família de Caim (Gênesis 4.16-24) kuryos - Silvio Dutra
A Família de Caim (Gênesis 4.16-24)

“16 Então saiu Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden.
17 Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque.
18 A Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.
19 Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila.
20 E Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado.
21 O nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta.
22 A Zila também nasceu um filho, Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro; e a irmã de Tubal-Caim foi Naamá.
23 Disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zila, ouvi a minha voz; escutai, mulheres de Lameque, as minhas palavras; pois matei um homem por me ferir, e um mancebo por me pisar.
24 Se Caim há de ser vingado sete vezes, com certeza Lameque o será setenta e sete vezes.”

Nós temos aqui um relato adicional sobre Caim, e o que aconteceu depois que ele foi rejeitado por Deus.   
No verso 16 nós lemos que Caim saiu da presença do Senhor, isto é, ele renunciou a Deus voluntariamente e contente em não ter que viver debaixo dos seus preceitos.
Ele rejeitou o temor de Deus e dos seus mandamentos, e nunca mais veio a estar na companhia dos justos, pois o seu prazer estava exatamente no oposto daquilo que diz o Salmo primeiro em relação ao homem que é bem-aventurado.
Caim se empenhou para confrontar aquela parte da maldição pela qual ele foi feito um fugitivo e errante, porque ele escolheu a sua terra (Node) a leste do Éden, em algum lugar distante onde Adão e sua família piedosa residiam, fazendo assim com que a sua descendência estivesse distante do acampamento dos santos e daqueles que temiam a Deus.
Isto é bem verdadeiro que não agrada àqueles que odeiam a Deus, estar na companhia daqueles que O amam, ainda que veja nestes, somente a intenção de lhes fazer o bem.
O temor a Deus e o testemunho de uma vida santa são uma ofensa para o homem perverso, porque ele não quer ter nenhum governo de Deus e não quer fazer qualquer outra vontade senão a sua própria vontade.
Era justamente a leste do Éden que estavam os querubins e a espada flamejante (3.24) e foi exatamente lá que Caim escolheu a sua morada, como que para desafiar e afrontar os terrores de Deus.
Mas a tentativa dele de superar a maldição que lhe foi imposta por Deus foi vã, porque assim como a palavra Node significa exílio, tremor, assim como a inquietude e intranqüilidade ininterruptas do seu espírito.
Repare que aqueles que saem da presença de Deus não podem achar mais descanso em qualquer lugar que seja. Depois que Caim saiu da presença do Senhor, ele nunca descansou. Aqueles que fecharam para si mesmos as portas do céu terão um tremor perpétuo.
No verso 17 nós lemos que Caim construiu uma cidade para sua habitação. Ele estava construindo uma cidade, com uma maldição sobre ele de que seria errante sobre a face da terra.
Se ele tivesse se arrependido e tivesse se humilhado, esta maldição poderia ter se transformado numa bênção, como a da tribo de Levi, de que eles deveriam ser divididos em Jacó e deveriam ser espalhados em Israel; mas o coração impenitente dele caminhando ao contrário do de Deus, e decidindo fixar-se num lugar, contra aquilo que Deus havia determinado para ele, fez com que a possibilidade da bênção fosse definitivamente afastada e consolidada numa maldição.
Para sufocar os clamores de uma consciência culpada, e para desviar os seus pensamentos da consideração da sua miséria, Caim se entregou aos afazeres da construção de uma cidade. O barulho de martelos e de tudo o mais que há numa construção seria buscado para tal propósito. Ainda que inconscientemente esta é a razão de muito ativismo entre aqueles que se afastam da presença de Deus e que não têm paz em suas almas. Eles geralmente prosperam materialmente em razão do modo como procuram se refugiar no trabalho.
A prosperidade material, desta forma, muitas vezes não é uma indicação segura da bênção de Deus sobre a vida. Ao contrário, pode ser exatamente o resultado de se buscar muitas ocupações pela falta de paz no coração. Tal foi o caso da família de Caim. Gênesis dá conta de sete gerações a partir dele. O filho de Caim tinha o mesmo nome, mas não o mesmo caráter daquele homem santo que andou com Deus e foi arrebatado, a saber, Enoque. (v.22).   
Enoque gerou a Irade, que gerou Meujael, que gerou a Metusael, que gerou a Lameque. Este Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila. De Ada nasceu    Jabal; que foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado. Ada gerou também a Jubal; que foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. E da segunda mulher de Lameque, Zila nasceu Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro; e a irmã de Tubal-Caim chamava-se Naamá.
Nós temos aqui alguns particulares relativos a Lameque,    o sétimo descendente de Adão na genealogia de Caim.
Observamos que foi este Lameque o primeiro a transgredir a lei original do matrimônio de que marido e mulher deveriam ser uma só carne.
Até aqui um homem tinha somente uma esposa de cada vez; mas Lameque teve duas.
Desde o princípio não era assim. Mal. 2.15; Mat. 19.5. Aqui nós vemos que aqueles que abandonam a igreja e os mandamentos de Deus    ficam abertos a toda forma de tentação, e quando um costume ruim é começado por homens ruins, até mesmo homens de caráter melhor são induzidos a seguir o seu mau exemplo, como foi o caso de Jacó, Davi, e outros, que apesar de serem homens justos ficaram enlaçados neste pecado que Lameque havia iniciado.
Agora, o que reparamos no breve relato que Deus ordenou a Moisés para registrar acerca dos descendentes de Caim até a família de Lameque, destaca-se apenas a industriosidade material e habilidades terrenas daqueles cabeças de família, e o pecado daquele com o qual a narrativa sobre Caim e sua descendência é fechada.
Não há ali uma só nota referindo-se à santidade, obediência, fé, boas obras, enfim de qualquer valor espiritual, celestial e eterno, relativamente a eles.
O autor sagrado se fixa em detalhar as habilidades daqueles que descenderam deste homem perverso chamado Lameque, e não de nenhum dos que são citados anteriormente, e disto deduzimos o possível propósito de Deus em querer demonstrar que a sua bondade é demonstrada mesmo ao injusto e à sua descendência, como no caso de Lameque e seus filhos, mas em vez deles tirarem proveito desta bondade manifestada a eles, ao contrário somente fizeram agravar a pena dos seus pecados em face do seu não arrependimento, por colocarem a sua confiança não no Senhor, mas na instabilidade das riquezas e dos dons terrenos (I Tim 6.17-19).      
Veja que é apenas nas coisas mundanas a única coisa que as pessoas que não amam a Deus, que não O amam e servem, fixam seus corações.
Jesus alertou e ensinou abundantemente sobre isto. Assim se deu com a parentela do amaldiçoado Caim. Eles seguiram, ao que parece, os passos do seu pai. Eles estavam dispostos a serem hábeis nas artes e em seus ofícios, mas nada em ensinar e viver o conhecimento do bom Deus.
Eles estavam dispostos a serem ricos, poderosos, felizes segundo o mundo, mas nada de Deus e do temor devido a Ele.
Calvino destaca, comentando a respeito das habilidades de Jabal, filho de Lameque, no manejo de Gado (v.20); das de Jubal, seu irmão, nas artes, e especificamente na música instrumental de harpa e flauta; e também as de outro filho de Lameque com sua segunda esposa, chamado Tubalcaim, que era artífice de instrumentos cortantes de ferro e bronze; que Moisés destacou com os males que procederam da família de Caim, algum bem misturado a todo aquele mal, porque a invenção de artes e de outras coisas que servem ao uso comum e à conveniência da vida, é dom de Deus, que de nenhuma maneira deve ser menosprezado, e uma faculdade merecedora de louvor.
É verdadeiramente maravilhoso, que esta raça que tinha caído profundamente da integridade pudesse desenvolver dons raros.
Porém, a Bíblia deixa claro ao se referir aos dons distribuídos à família de Caim que ele não foi totalmente amaldiçoado por Deus e que alguns dons ainda seriam distribuídos à sua família.
Por princípio o Senhor também revela nisto que os filhos não levam sobre si a iniqüidade de seus pais, ainda que Deus, em Sua sabedoria, para propósitos santos e elevados, possa em perfeito exercício de juízo, em perfeita justiça, visitar a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração, nos casos em que julgar e determinar fazê-lo.
Nos versos 23 e 24 vemos Lameque dizendo o seguinte às suas duas esposas:
“ouvi a minha voz; escutai, mulheres de Lameque, as minhas palavras; pois matei um homem por me ferir, e um mancebo por me pisar. Se Caim há de ser vingado sete vezes, com certeza Lameque o será setenta e sete vezes.”   
Veja quão prepotentemente ele fala com suas esposas, esperando da parte delas uma grande consideração e elogio.
Ele se vangloria do fato de ter cometido dois assassinatos por motivos banais, por se imaginar elevado demais para que pudesse ser ofendido por aqueles que certamente ele não considerava como seus semelhantes, por se julgar muito superior a eles.
Ele já havia demonstrado isto com sua disposição em quebrar a lei divina do matrimônio, por achar que merecia mais do que uma esposa.
”Matei um homem porque me feriu e um rapaz porque me pisou.” Estas são as palavras vangloriosas de Lameque para se referir aos crimes que cometeu. Mas, para ele não era um crime. Ele se considerava acima de tudo uma vítima, porque aqueles homens que matara não haviam percebido a sua excelência intocável. Ele conhecia a forma como Deus havia marcado Caim, seu ancestral, para que ninguém o matasse, vingando a morte de Abel.
Certamente, Lameque entendeu erroneamente daí, que havia uma proteção especial sobre a descendência de Caim para que pudesse matar livremente, sem correr o risco de alguém vingar a morte da vítima deles, porque Deus não o permitiria.
Este deveria ser certamente o pensamento deste homem perverso, pois considerava que tinha uma cobertura muito maior do que a que Caim havia recebido, para praticar o mal.
O fato é que, como já comentamos anteriormente, Deus não havia dado a Caim um salvo conduto para o crime que havia praticado e nem mesmo para continuar na prática do mal.            
Em Fil 3.19 Paulo se refere ao tipo de pessoas que se gloriam exatamente na sua própria infâmia, naquilo que é vergonhoso, e este era o caso de Lameque.
Parece que ele falou daquele modo às suas esposas, porque conhecendo elas a sua inclinação para o mal, e a sua facilidade em se ressentir com qualquer tipo de provocação, deviam temer que a qualquer momento ele acabaria sendo morto por algum oponente, e por isso ele lhes disse que não temessem por ele porque assim como Caim seria vingado sete vezes, ele seria muito mais, isto é, setenta vezes sete, segundo o seu dizer.
Praticamos o mal e não morremos. Praticamos o mal e não fomos enfermados. Saímos com isso da presença de Deus, tal como se deu com Caim. Mas para muitos vem o perverso pensamento: “Mas o que importa, já que Deus nos tem preservado em vida?”
Mas graças a Deus que por meio de nosso Senhor Jesus Cristo veio nos revelar a natureza celestial que devemos cultivar em nossos corações, porque em vez de abrigarmos ressentimentos devemos estar dispostos, não para que Deus nos vingue setenta vezes sete dos males que nos fazem os nossos inimigos, mas para que nos conceda, pela Sua graça a estarmos numa atitude mansa e compassiva de quem está disposto a perdoar setenta vezes sete (Mt 18.2).



Publicado no site: O Melhor da Web em 12/09/2012
Código do Texto: 95737
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