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A Espantosa Realidade das Cousas (Alberto Caeiro) (+tradução italiana)
21/11/2012
Autor(a): MANUELA
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98212 A Espantosa Realidade das Cousas (Alberto Caeiro) (+tradução italiana) Manu - MANUELA
A Espantosa Realidade das Cousas (Alberto Caeiro) (+tradução italiana)

A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.

Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.

Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.

Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.

Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.

Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.
_________________________________


Tradução italiana de Manuela Colombo



La sbalorditiva realtà delle cose

La sbalorditiva realtà delle cose
È la mia scoperta quotidiana.
Ogni cosa è quel che è,
Ed è difficile spiegare a qualcuno quanto ciò m’allieti,
E quanto ciò mi basti.

Basta esistere per sentirsi completo.

Ho scritto parecchie poesie.
Ne scriverò molte di più. naturalmente.

Ogni mia poesia dice questo.
E tutte le mie poesie sono diverse,
Perché ogni cosa che c’è, è un modo per dire questo.

A volte mi metto a osservare una pietra.
Non mi metto a pensare se lei sente.
Non mi perdo a chiamarla sorella.
Ma lei mi piace perché è una pietra,
Lei mi piace perché non sente nulla.
Lei mi piace perché non ha nessuna parentela con me.

Altre volte odo passare il vento,
E trovo che solo per sentir passare il vento vale la pena d’esser nato.

Io non so che cosa penseranno gli altri leggendo queste cose;
Ma trovo che debba essere una cosa giusta perché la penso senza sforzo,
E senza la preoccupazione che altre persone mi sentano pensare;
Perché la penso senza pensiero
Perché la dico come le mie parole la dicono.

Una volta mi definirono poeta materialista,
E io mi meravigliai, perché non m’aspettavo
Che mi si potesse definire in qualche modo.
E neppure sono un poeta: vedo.
Se quel che scrivo ha valore, non sono io ad averne:
Il valore sta lì, nei miei versi.
Tutto questo è assolutamente indipendente dalla mia volontà.   





Publicado no site: O Melhor da Web em 21/11/2012
Código do Texto: 98212
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