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| 16/09/2009 17:09:47 :: GLÓRIA SALLES | |
![]() “Amor indisciplinado” Esse amor que vale as correntes que arrasto Que em torno da lua desenha mistérios Que me puxa sempre por mais que me afasto Que me faz sonhar com poesia e castelos Esse amor que é presente desde o passado De lembranças que chegam de pura magia. Que faz vir à tona, a carência de afago. Que decora em braile, minha anatomia. Esse amor extingue a saudade insana Cujo calor, manda embora a dor e o frio. Que de repente preenche todo o vazio Ah esse amor... Que me faz flutuar Que é dor, mas que é também lenitivo. Amor que eu quero, e pelo qual vivo. Maio / 2008 Glória Salles” |
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| 16/09/2009 13:12:38 :: RAFAEL MATOS ALVES | |
![]() * Vida cotidiana (crônica - social) Naquele começo de noite, resolvi sair para fazer uma caminhada pelo quarteirão, pois meu médico havia recomendado, diante de tantas doenças que estavam instaladas em mim. Ele dizia que caminhar fazia bem para a saúde e eu sabia disso. Na volta, pensava em parar um pouco em uma lanchonete que existia no caminho, para tomar um suco ou água. Tomei a decisão de caminhar para o lado que levava em direção as praias. Comecei então, a minha jornada, cumprida a risca todos os dias da semana, com exceção de domingo. Neste dia, procurava descansar. Enquanto caminhava, ia observando as pessoas passarem por mim. Umas apressadas, outras despreocupadas, outras ainda, assim como eu, fazendo sua caminhada de começo de noite. Também observava os carros apressados passarem pela avenida estreita que ficava em frente a minha casa. Escutava as buzinas deles, tão altas, que, às vezes, até me assustava. Quando caminhava, tentava esquecer todos os meus problemas, deixá-los em segundo plano, então, a tranqüilidade costumava reinar na maior parte do tempo. Mas nessa noite sentia algo estranho enquanto caminhava, como se algo de ruim fosse acontecer comigo. Não dava a mínima importância para o que estava sentindo, pois se desse, ficaria louca. Já estava praticamente a 60 metros da minha casa. Havia escurecido, mais uma noite imperava. Pensava em voltar, nunca tinha andado tanto. Estava com a mente tão desligada que não atentei para o relógio, afinal, o tempo da caminhada era cronometrado e o mesmo já havia sido ultrapassado consideravelmente. Acabei encontrando uma amiga e fiquei conversando com ela. O tempo passava a passos largos. A conversa estava tão animada. De repente, quando não estávamos esperando, surgiram diante de nós três jovens, apontando revólveres para nossas cabeças. Minha amiga conseguiu fugir depois de enganar um dos jovens, não se preocupando em me ajudar. Os jovens então, ficaram diante de mim, estava claro que aquilo era um assalto. Tive que entregar meu relógio, tênis e, o que é difícil de acreditar, até a roupa que vestia. O que restou do assalto, comigo, foi somente minhas roupas íntimas. Foi nestas condições que me vi obrigada a voltar para casa. Volta esta, que acabou se tornando um sacrifício, pois, não poderia voltar a pé da maneira como me encontrava, ou seja, seminú. A única solução encontrada foi pegar um táxi que me levasse até lá. Porque ônibus ou transporte alternativo nem pensar, passaria por um constrangimento de proporções incalculáveis, com todas aquelas pessoas rindo de mim, só em pensar em algo do tipo, comecei a querer chorar. Decidi definitivamente que iria mesmo de táxi, o problema é que nenhum motorista que passava naquele dia pelo local onde estava, queria parar. Primeiramente devido ao estado em que me apresentava e em segundo lugar, porque não tinha dinheiro para pagar a corrida, dinheiro que fui obrigada a jogar na mão dos assaltantes. Alguns taxistas até paravam, mas, quando dizia que a corrida ia ter que ser gratuita fechavam a porta do carro na minha cara e saíam apressados. É em um momento como este que sentimos na pele o poder que o capitalismo exerce sobre as pessoas, poder que se concentra de tal forma, fazendo com que o dinheiro venha acima de tudo. Por conta deste esquece-se de um sentimento chamado solidariedade. Felizmente, depois de ficar desesperada por mais de 30 minutos, finalmente apareceu uma alma boa, que aceitou me levar para casa. Chegando na mesma, tratei de pagar pela corrida, segundo o que havia combinado com o taxista. Agradeci muito e o táxi saiu em disparada. Até hoje ainda me lembro deste episódio que aconteceu em minha vida, ele me vem na memória com imagens tão reais como se tivesse ocorrido muito recentemente. E o pior é saber que apesar de ter registrado boletim de ocorrência na delegacia, o conhecido B.O, no dia seguinte ao assalto, isto não me valeu de nada, pelo menos no sentido que queria, pois tive que requerer segunda via de todos os meus documentos, somente quem passa por uma situação como essa sabe o quanto é trabalhoso fazer isto, enquanto os bandidos que me fizeram passar por isso, continuam livres pelas ruas de Fortaleza, fazendo outras pessoas de vítima para atender os seus interesses a curto prazo. Para se ter idéia do absurdo, já se passou um ano desde que me ocorreu este assalto e absolutamente nada foi feito para prender indivíduos como estes, que antes de mim, já fizeram milhares de outras vítimas. Inclusive, conversando com outra amiga minha um dia desses, sem ser aquela que estava comigo no dia do assalto, fiquei sabendo que ela também passou pela mesma situação, com certeza, o grupo que a assaltou era o mesmo, porque tinha na sua composição igualmente três jovens, todos com os rostos cobertos, claro. A realidade mostra que não temos a segurança que merecemos ter, afinal, é um direito nosso. Estamos nas mãos dos bandidos, que se aproveitam da nossa fraqueza. Até quem deveria garantir proteção para nós se deixa envolver e ser dominado pelo poder destes últimos. Quero destacar o Estado em primeiro plano e a polícia, em segundo. |
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| 14/09/2009 11:19:24 :: GLÓRIA SALLES | |
![]() “Detrás dos óculos, tanta vida... ” Ao meu pai. Meu rosto é palco de todos os mundos... Os lábios em batom cor de boca, esboça um sorriso, ainda que triste... Olhando-o através dos olhos daquela miúda segura por tua mão... Não consegue disfarçar a nudez desconcertante, que da alma, traz outras versões. Hoje seguro as tuas mãos, tentativa de trazer o ontem, que estampa imagens que ao longe se movem, soletram palavras quase inaudíveis, como se escrevesse por linhas tortas. Nos olhos uma sutileza que conheço bem, mostrando-me novas versões de uma mesma verdade... O exposto é o que menos incomoda. A verdade dos olhos são os detalhes que leio. Essa verdade sem códigos... Da cadeira dessa varanda vê o mundo. Teu olhar deixa minhas trilhas expostas, me traduz, meu coração vira território aberto, pastos verdes, e meus pesadelos abranda, emprestando a frágil luz. Não deveria ser o contrário? Mas o frágil coração sabe... Que seu olhar é remédio preciso e forte, para curar ausências. E suas palavras, ainda que as vezes sussurradas, promessas de fartas colheitas. Seguro tuas mãos... Sentindo a força de um cavalo zaino cujo destino é vencer. Neste momento tenho a certeza de que o futuro, mora detrás destes óculos... Glória Salles 25 novembro 2008 Flórida PT |
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| 14/09/2009 00:51:18 :: THALYA SANTOS | |
![]() UM NOVO RECOMEÇAR Hoje decedi ter um tempo Um tempo para recomeçar Largo as malas no chão Paro, Para pensar. Um novo recomeçar! Esquecer mágoas o passado Enterrar toda a tristeza É mais um capitulo encerrado. Com o coração cheio de esperança Com o futuro...Sonhar, sonhar! Com muinta energia Cultivar amizades, amar, amar! Seguir em frente, nunca desistir Os obstácuços vencer, vencer Sem vacilar eu vou conseguir Novo sorriso a cada amnhecer. Quando a noite chegar E eu estiver cansada enfraquecida Vou gritar, gritar... Vou vencer, porque posso, eu amo a vida. Percorrerei a estrada da vida Com a mala cheia de esperança Devagar e sempre... Quem não desiste,os objetivos alcança. Quero realizar meus sonhos Quero uma estrela a brilhar A iluminar meus passos A mão de Deus a me guiar Eu posso querer tudo Sou uma poetisa a sonhar Quero um mundo melhor! E quero com todos compartilhar. |
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| 13/09/2009 12:44:06 :: HAMILTON SERPA | |
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| 13/09/2009 08:28:48 :: LUCETTE MORAIS | |
![]() SOMOS Somos partes de um sentimento maior. Somos verbos e pronomes e nomes e... dores. Somos vontades e certezas e dúvidas e... sabe-se lá o quê mais. Somos pedaços do pedaço do bolo. Somos partes da prova de matemática, onde 1+1 dá 3. Dá três... para depois ser um de novo, afinal, nunca deixa de ser UNO. Uno no aprendizado, uno na descoberta e unificado no curso do rio. Somos seres à procura de nós mesmos, Seguindo normas e padrões que fogem do suposto padrão... A regra que representa a contra-regra ainda é a universal, que nos deixa embasbacados frente à inovação. Nada é tão novo assim, mas para o ser a novidade corre por conta das sensações. Somos a conjugação da vida no conjunto matemático 1+1 dá uma nova entidade de luz que se mostra como um somatório. Somos... dois em um novo canto universal. Donte; "Três Continentes... Um Só Amor!" |
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| 12/09/2009 23:32:03 :: DJALMA FILHO | |
![]() SARCÓFAGO (Djalma Filho) uma carteira de Carlton gasta, uma máquina de escrever antiga, um bule de café, um óculos de lentes grosseiras, um quindim e muitos olhares pálidos: eis meu futuro! mulheres sem serem mulheres – apenas musas? – e a curiosidade maldita dos que me vêem em fotos de rua... fumar até gastar o pulmão e escrever tudo que me sobrar do coração... eis-me em futuro! preciso [com uma urgência de coxo e cão] ser mais diabo e deixar as dependências do Majestic. nenhum fantasma é necessário à vida! a permissibilidade da bondade em tios velhos me incomoda; no entanto, [bem discreto] não quero que venham a fuçar minha vida-pós-vida se, algum dia, pedi para ser solitário em minhas memórias e para viver com qualquer poesia é porque não quero me ver no quarto que foi do Quintana, um dia. " O CESTO" - um bloguinho para quem gosta de boa poesia - Leiam!... Blog - O CESTO http://www.ptshot.com/Deja/ |
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| 12/09/2009 16:46:16 :: Abel Reginatto | |
![]() Prosa poética Chuva Em pé, na varanda, copo de vinho na mão, observo a chuva a cumprir sua missão; a mesma que muitos, em diversas épocas, já presenciaram. É eterna e imutável, embora possua variações em sua intensidade. O instante é bucólico, mas continuo ali como se a paisagem conivente e molhada fosse mudar num repente ou no aspecto ou na cor. Estava cansado de muito, principalmente da solidão. De repente me sinto hipnotizado. Os olhos umedecem e os lábios emudecem. Num sublime esforço meu cérebro guerreiro aciona a língua molhada e a faz dançar boca afora. Bem na hora desvio meus olhos para os olhos fogosos de uma linda mulher que passava e observava aquela dança singular, agora, sensual de minha língua. Senti o corpo tremer... O meu e o dela. Assenti com a cabeça em sinal de cumprimento e recebi de retorno um sorriso maroto sob a sombrinha colorida e encharcada. Elevei o copo de vinho com os olhos cravados naquele monumento e, estupefato, vi sua língua fugaz ensaiar a dança da minha. Ignorei, enfim, a chuva e abri o portão da casa como quem abre o coração, como quem se entrega à mercê do tudo, sem receio, com prazer. A bela entrou, tomou meu copo, sorrindo, e lambeu a marca que minha boca deixara; depois, bebeu um gole e me devolveu o copo. Com uma mão o peguei, com a outra, sua mão. Era macia e delicada, sem resistir, beijei, como um cavalheiro com frêmito para cavalgar. Nossos olhares se desejaram e nossos corpos trepidavam pelas pulsações embrasadas de nossos corações. Dois canibais... Dois vampiros... Dois corpos sob o chuveiro ardentes e desesperados, num banho gostoso e quente. Envoltos num repentino "fog" tanto do chuveiro quanto de nossos corpos. Ali mesmo nos saciamos, mas era apenas o começo. Lá fora, nossa aliada, a chuva continuava, a cumprir sua missão; a mesma que muitos, em diversas épocas, já presenciaram. |
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| 12/09/2009 15:28:53 :: GORETTI ALBUQUERQUE | |
![]() Morrer de amor... Eu queria!!! Pensamentos abundantes Lembranças de alguns instantes São murmúrios ofegantes Valem mais que diamantes Corações mesmo distantes Entoam canções marcantes. Olhares fixos no nada De um querer feito granada E um lampião na nevada Iluminando a nevada Da alma triste alvejada E pelo amor transfigurada. Mistério exala no ar E uma mente a flutuar Vai Sonhando navegar Sem pudores se entregar Seu corpo torna-se “um mar” Onde o amor vai ancorar. Orvalho da noite fria Aquece-me com “Ave Maria” Ou no cantar da Cotovia! Meu amado em poesia Entre beijos e orgias Morrer de amor eu queria!!! Goretti Albuquerque. |
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| 11/09/2009 12:16:55 :: Cláudio Joaquim (Tio Cláudio) | |
![]() CONVITE ESPECIAL! |
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