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| 07/06/2009 09:51:52 :: LUCIENE LIMA PRADO | |
![]() PÔR-DO-SOL NOS MEUS OLHOS Bonito pôr-do-sol Que Deus desenhou Em meus olhos; Eu, que há muito tempo, Me fiz invisível Tenho a arte divina, Antes de dormir. Arte que nunca deixa De renascer e ser Sempre mais e mais linda. (Luciene Lima Prado) |
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| 07/06/2009 09:49:34 :: LUCIENE LIMA PRADO | |
![]() DUAS LUAS (Rondel) Como na terra seria Se existissem duas luas? Onde São Jorge moraria, E como ficariam as ruas? O homem veria as duas Sem saber a quem cantaria. Como na terra seria Se existissem duas luas? Vem vindo de costas nuas, Manhosa, a cabocla Maria; João beija as mãos suas... Vendo luas no céu todo dia Como na terra seria? |
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| 07/06/2009 09:48:28 :: LUCIENE LIMA PRADO | |
![]() SONETO DA CARNE Tenho na carne a chaga do pecado Que nunca dissipa, só me consome; Está manchado, pra sempre, meu nome, Por eu ter por tantas vezes errado Esta mísera criatura arde e sangra, Espremida nas astúcias carnais; Se passo por entre joios e trigais, Irrita-me a repetição de um mantra. Meus ouvidos não ouvem as orações, Por estar refreado de más ações; De tanta contravenção ouvir não pode. Nada espero, nada quero esperar; Porque nesta vida, sempre a amargar, Minha maculada carne ainda explode. (Luciene Lima Prado) |
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| 07/06/2009 09:47:34 :: LUCIENE LIMA PRADO | |
![]() FINA POESIA Caem as sementes de girassol Sobre um corpo que sonha. Do corpo sonhador sobre a grama Emana uma inspirada serenidade. E tudo vira flor-borboleta A despetalar a poesia. (Luciene Lima Prado) |
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| 07/06/2009 09:45:44 :: LUCIENE LIMA PRADO | |
![]() SONETO DA VIAGEM INTERIOR Velejo sobre o mar do pensamento, Buscando a companhia da solidão, E poder ver coisas que passarão Por entre as nuvens, solo, fumaça e vento. Que penso é o que há, tem fundamento; Que sei começa no meu coração. No meu mundo interior morre um “não, O que penso, sinto e sei me dá alento. Já não me interessa o que vem de fora, Pois dentro de mim a verdade aflora; Aqui se encontra o que chamo verdade. Eu, sozinha, penso sem confusão, Flutuo nas loucas ideias da razão E me torno pequena realidade. (Luciene Lima Prado) |
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| 07/06/2009 01:06:12 :: GORETTI ALBUQUERQUE | |
![]() Vem para mim... Sou tua voz, tua luz, teu olhar. Preciso que o sol venha me banhar À noite quero às estrelas a me acenar: Quem sabe a magia da lua a me extasiar. Quero ouvir a cascata rios e fontes E todo teu segredo quero que me contes Ainda que eu chore por algo que me desapontes Contigo eu saltarei obstáculos e montes. Vem pra mim no riso, no amor e na dor Serei tua comparsa irás comigo pra onde eu for: Entre suspiros de amor, versos irei compor Em ressoar constante entenderás o amor. Que de ti eu tenha sempre a mão que afaga Meu coração é luz que jamais se apaga Mesmo que finde e venha a dor que esmaga Em meu olhar verás por lágrimas, a “paga.” Santuário de sonhos e desejos Serão pra ti todos os meus versejos Em meu querer serás os meus ensejos De tanto amar restarão meus bocejos. Luz da amanhã estrela matutina Cor do luar prateado que ilumina Tal qual o mar o teu olhar fascina Quero em teus braços ser tua menina. Goretti Albuquerque. |
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| 07/06/2009 01:02:56 :: GORETTI ALBUQUERQUE | |
![]() Página a escrever... Noite enluarada Ciranda animada Junto à meninada Eu moça calada. Infância comum Nada a acrescentar Minh’alma incomum Sonhando acertar. Detalhes pequenos Página a escrever E eu querendo ao menos Transpor meu viver. Se o bem e mal existem Pedregulhos vão surgindo Mais o bem sempre supera Bons caminhos vão se abrindo. Lágrimas que ensinam Regem um coração Lapidam e refinam Brota a emoção. No passar dos anos Na fresta eu fiquei Modelando enganos Bagagem eu ganhei. Sempre peregrinos Mais que vencedores Somos tão meninos Grandes lutadores. Goretti Albuquerque. |
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| 05/06/2009 23:56:11 :: GORETTI ALBUQUERQUE | |
![]() Sou quem mais te adora... De um olhar trigueiro Tinha um andar faceiro Um falar brejeiro Com um jeito fagueiro. De uma formosura Encanto e candura Suave doçura Beleza e ternura. Falava de amor Do cheiro da flor Do riso e da dor Era um ator. Olhava pro canto Tinha olhar de pranto Cobria com um manto Sussurrava um canto. Trazia no peito Um amor eleito Tinha em seu conceito Seu amor perfeito. Chorosa sua alma Suplicava calma Sempre com ressalva Tristonho pensava. Quis viver sua lida De forma escolhida Seu amor sua vida Vida prometida. Esse alguém sou eu Pela vida afora Corpo e mente seu Sou quem mais te adora. Goretti Albuquerque. |
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| 05/06/2009 23:52:09 :: GORETTI ALBUQUERQUE | |
![]() Palavras... Apenas. Afirmo que já não te quero Quando na verdade Em sonhos te espero. És minha saudade Teu olhar venero Na realidade Amo-te e reitero Minha lealdade. Por vezes em momentos Por forças estranhas Bruscos sentimentos Traz dores tamanhas; Mais logo em seguida Nossos corações Acordam pra vida Revivem emoções. Olhares chorosos Sorrisos manhosos Um querer dengoso. O sol já clareia Sem o nosso amor A lua vagueia Sem nosso fulgor De certa maneira Estamos ligados Pela vida inteira É nosso legado. Sou eu quem te adora Quando estás na dor Venha sem demora Dar-te-ei amor; Amor que um dia Venceu mil barreiras Forte e de valia. De todas as maneiras Venha me amar Tornar-me teu Ser, Faz-me delirar Serei teu viver. Goretti Albuquerque. |
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| 05/06/2009 16:16:42 :: LUCIENE LIMA PRADO | |
![]() DA PERFEIÇÃO HUMANA No silêncio acha-se perfeição humana. O que não é dito nada contamina, Torna-se o bem uma coisa tão fina, Facilmente o sorriso do peito emana. É perfeito o indivíduo que se cala. No paraíso dos lábios fechados, Os verdadeiros frutos coletados, O silêncio que nutre o ser e o embala. Vem, aproxima-te e nada me diz. A fala desencanta e tudo denigre, É feroz e mata tal qual um tigre. Com poucas palavras se é feliz, E, mais ainda, se nada pronuncia; Pois assim, no mundo, a paz principia (Luciene Lima Prado) |
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