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| 26/06/2010 19:28:51 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES | |
![]() Chuva. Chuva no telhado, Água delisando. E você na cama, Se deliciando. Aguaceiro na lavoura, Os grãos se avolumando. Commodities no navio, Pelos mares a deslizar. Emprsário satisfeito, Nunca lembra de rezar... |
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| 26/06/2010 19:25:55 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES | |
![]() Vamos brincar. Pega em minha mão que te ensinarei a brincar Por entre minhas árvores Que não conhecem tantos desertos Como teu peito Tira tua blusa. Arregaça a manga de tua camisa Menina esquece um pouco os teus pequenos problemas. Que afundam teus ombros. Vem andar comigo na areia. Pega em minha mão que te ensinarei a brincar Levar-te-ei para o sol Tirarei-te de dentro dessa cisterna Onde estás lógico e escuro Tocarei em teus olhos... Mostrarei-te o invisível que dança colorido E passeia dentro das coisas tem segredos tem caminhos. Pega em minha mão que te ensinarei a brincar Levarei-te onde passo com meus brinquedos e minhas nuvens. Porque eu estou partindo para o infinito... Não tenhas medo, vem Que te pegarei em meu colo, E te levarei comigo para o céu... |
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| 26/06/2010 19:24:11 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES | |
![]() Morada nova. O homem sensato e nobre, Quando faz a moradia, Toma alvitre a prudência, Conselho a sabedoria. Primeiramente examina O local a posição, Edifica a fundação; Devidos da construção. Muito antes da parede, Da janela e do portal Reflete fazendo as contas E escolhe o material. Raciocina por si mesmo, Não perde ponderações, E estuda todo o problema Das suas aquisições. Não atira a preço baixo, De matéria condenada; A sucata não lhe serve, Nem madeira carunchada. Acima de toda idéia, Vibra a idéia do seu lar. Seleciona a caráter, Cada coisa em seu lugar. Impõe nos seus desejos, Sereno, prudente, ativo; O senso da qualidade, Garante o objetivo. Esse homem previdente. Das lições a cada qual, Na construção do edifício Da vida espiritual. Escolhe bons pensamentos No dever que inverna... Idéias, palavras e atos, Constrói a casa eterna. Searra. |
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| 26/06/2010 19:22:34 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES | |
![]() Como é fabuloso ser eu, e não o outro. Entre milhões de pessoas e coisas, Entre o tempo, o espaço e os limites da carne, Maravilhosamente ser eu, O simples’ O Pequeno, O frágil, O triste, O poderoso, O mirifico, O aqui e agora. Mas principalmente ser eu e não o outro... Searra... |
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| 26/06/2010 19:18:39 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES | |
![]() Homem girassol. Parado. Passa a mulher... Ele observa, despindo-a com os olhos... Até perdê-la de vista. |
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| 21/06/2010 08:56:48 :: POESIA DA BRUNA | |
![]() Cadela filha do cão Me masturbo diante do Padre no altar com certeza ele não pensará em santos mas no gosto da carne em sua língua à roçar... Cuspo na igreja que prega o que não faz Cuspo na domesticação fétida dos humanos baseada na hipocrisia dos seus sorrisos... Cuspo na remissão dos pecados que exclui atrocidades cometidas desde a inquisição E todas as suas chatas beatas mando para o tanque lavar minhas calcinhas sujas de gozo. Não sou flor que se cheire Muito pior que cansanção Cadela filha do cão!!! Cadela filha do cão!!! No meio das pernas tenho do inferno o fogo e meu clitóris é a hóstia do templo, da minha igreja que teu membro rígido invade pra comungar Vem molhar tua boca na água benta que sai das minhas entranhas Me chama de puta, cadela vadia verme, asqueroso lixo, a pior cria Sou bicho do mato égua selvagem no pasto Pra tua fúria primitiva montar entre cangalha e esporas Faz meu corpo de quatro inteiro sangrar égua safada vaca puta cadela Sou tudo num lugar só Pega tua faca afiada e me fatia Separa em partes e me come até cansar Não sou flor que se cheire Muito pior que cansanção Cadela filha do cão!!! Cadela filha do cão!!! Bruna |
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| 17/06/2010 13:46:25 :: Cleviton | |
![]() O CRIME CAMUFLADO HÁ UMA FÁBRICA DE GRITOS ATRÁS DO SILÊNCIO... NO MUNDO INVISÍVEL QUE SACODEM MEUS OUVIDOS PROJETANDO MENINAS E MENINOS SENDO HOMENS E MULHERES SENDO VELHAS E VELHINHOS NOS SILÊNCIOS ESCONDIDOS FUTURISTAS DE GRITOS NUMA ESQUINA UM PIVETE ELE PUXA O CANIVETE NO MATAGAL O MARGINAL COM MUITOS GOLPES DE PUNHAL É O CRIME CAMUFLADO SEM FLAGRANTES E SEM RASTROS E ASSIM VAI A BALA COM SUA FAMA DE PERDIDA FOI UMA BALA PERDIDA... MAIS ELA TINHA UM ENDEREÇO... NA CABEÇA OU NA TESTA COMO QUEIMA DE ARQUIVO PELA FÁBRICA DE GRITOS COM SUA FACÇÃO COM SUA ORGANIZAÇÃO CAMBIANDO A NAÇÃO E TODO O PLANETA DISPUTANDO A CABEÇA PARA O SEU MATADOURO NA INTELECTUALIDADE ASSASSINA SENDO FÁBRICA CLANDESTINA NO DILEMA DE SÓ TIRAR VIDAS... ELES ESTÃO ALASTRADOS POR TODOS OS LUGARES SENDO CLASSES SOCIAIS COM UM SISTEMA EM CADA CLASSE UMA CLASSE NO HOMICÍDIO OUTRA CLASSE NO SUICIDIO E OUTRAS CLASSES EM OUTROS GRITOS E OS JORNAIS TAMBÉM GRITAM NAS MANCHETES TODOS OS DIAS NOS TRAZENDO AFLIÇÕES NOS TRAZENDO AGONIA EM NOTÍCIAS QUE ANUNCIAM MUITAS MORTES SEM FLAGRANTES SENDO Á FABRICA DE GRITOS O AUTOR DE TODOS OS CRIMES SENDO ATÉ DE ACIDENTES CARROS BATEM...CARROS VIRAM CAIU ALI UM AVIÃO PARENDO MERO SIMPLES ACIDENTES COMO UM COTIDIANO...DO DIA-À DIA MAS ESTANDO TUDO JÁ PREPARADO SENDO ASSÍDUO TODO DIA SENDO TUDO ORGANIZADO PELO CRIME CLAMUFLADO |
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| 16/06/2010 12:35:02 :: EACOELHO | |
| Caros colegas poetas, poetizas ou amantes dessa arte....... Recém descobri e passei a frequentar este ambiente. Estou gostando muito e postando aqui alguns dos meus trabalhos, feitos - claro - amadoramente, mas com muito zelo, muito carinho e com o prazer de poder exercer descompromissadamente este meu gosto por escrever. Aguardo vocês em meu espaço e tomar que gostem. Abraço a todos. EACOELHO |
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| 15/06/2010 17:00:01 :: GORETTI ALBUQUERQUE | |
![]() Senhora "Sem Horas" Lá na África era a Copa do Mundo, No Brasil cada filho com hora marcada; Todos tinham um lugar de chegada, Mas, aquela senhora procurou “um mundo.” Era o primeiro jogo Brasil X Coréia do Norte, Dia 15 de junho de 2010, mas que falta de sorte. Bem calada escrevia tal qual moribundo. Já não corriam lágrimas em sua face, Seu coração de mãe preparara um disfarce; E lembrou quantas Copas do Mundo tivera, Que com tanta euforia torcia com os filhos e sorria; Tinha dupla função, era pai e mãe; Sua voz era forte desde o Sul ao Norte, Hoje sofre ausências, sua escrita é suporte. Navalha cortando, peito retalhando, No silêncio reflete e amarga a solidão; Das doces lembranças, sós desesperanças; Uma dor rasante trazendo arrepio, Dilacera a alma de um amar a fio, Quantas madrugadas velando sua prole, Pressente o incômodo, ninguém a acolhe. Vai minha Senhora, no chorar tu amas, Roga por teus filhos e a Deus não profanas, Tua lágrima é sorriso a Deus não enganas, Senhora da lida semente escolhida, Respiras apenas por causa dos frutos, Querendo teus galhos um dia arbusto, Que Deus os mantenha a salvo e robustos. Mas, hoje, em um canto da casa, A pobre Senhora pegou pena e papel, E o enredo choroso da alma, esboçou; Não ouviu nem notou se o Brasil fez um Gol... Sua TV nem ao menos ligou, Com os fogos ela nem se importou, Era tarde e um frio em seu peito ecoou. Goretti Albuquerque |
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| 15/06/2010 12:53:36 :: EACOELHO | |
| COPA DO MUNDO Está chegando. Mais uma copa do mundo chegando, já batendo na porta e no coração de quase todos nós brasileiros e a cada dia mais forte. Mais constante e mais forte. E quando chegar o dia, vai bater na boca. Já estou imaginando o dia do primeiro jogo do Brasil. A expectativa crescendo, as cidades frenéticas, gente apressada para todo lado. As salas decoradas, pipoca, bolinho de chuva, bandeiras; depois, jogo iniciado, ruas vazias, calçadas livres e as casas cheias. Copa do Mundo. O maior evento esportivo do mundo. Para nós, brasileiros, a copa do mundo tem significado ainda mais importante. Muito mais. O futebol é nosso orgulho e com uma representatividade muito maior do que normalmente as pessoas se dão conta. Somos um país errante. Somos vistos pelo mundo como um país pobre, de divisas, de cultura, de valores, ainda somos meio índios e toda mazela com que os olhos do mundo nos vêem. Povo subdesenvolvido, economia extrativista, devastadores da Amazônia, etc. e tal. Nós mesmos, ficamos em todo momento nos subjugando, enaltecendo outros povos, outros países, em prejuízo aos nossos próprios valores. Indiscutivelmente, admitamos, ainda temos uma identidade vergonhosamente frágil como brasileiros. Por todo lado encontramos brasileiros se sentindo mais alemães, outros tantos mais italianos, muitos outros mais isso ou mais aquilo. E quantas vezes vejo a expressão “brasileiros” como sendo menção de menosprezo as pessoas menos “nobres”. Talvez todo esse sentimento ainda seja tão forte, porque ainda somos um país menino e nossa identidade ainda está em formação. Falta-nos ainda uma identidade patriótica forte, assumida, um sentimento de orgulho nos enchendo o peito, o coração; um sentido de irmandade que faça com que, de fato, possamos constituir uma nação forte, fraterna. Ainda temos essa nojenta segregação regional, dos sulistas, dos nordestinos, e outros regionalismos bestas que nos dividem e nos dispersam tanto. Mas a Copa do Mundo nos redime. Quando chega a Copa do Mundo, daí sim. Daí nosso país se une e forma uma nação onde a irmandade bate os corações em harmonia. Todos se sentem brasileiros de verdade, esquecem-se as diferenças regionais, as segregações sociais, as descendências culturais de outras nações e ascendem-se as luzes do orgulho, cresce a auto-estima, cresce a brasilidade em todos os corações, bem do jeito que deveria ser sempre. Todo dia, todo tempo. Claro, foi através de futebol que tivemos os primeiros sentimentos de um povo forte. De um país superior a tantos e tantos outros. Foi através do futebol, que pudemos sentir o gosto de sermos melhores que tantos outros. Através do futebol tivemos a oportunidade de usufruir do sentimento de um povo efetivamente irmão, unido em uma causa, em um orgulho comum. Foi e tem sido através do futebol, que conseguimos esquecer esse mesquinho sentimento idiota que nos perturba todo o tempo, de que somos um povo subdesenvolvido. Que seja, pois, através do futebol que a gente vá experimentando esse sentimento de orgulho, de irmandade, de reconhecimento de todos os nossos valores. Que seja através do futebol que a gente vá amadurecendo como nação, como irmãos de pátria, de bandeira, de cultura e de valores. Que o futebol vá nos amadurecendo e que a gente vá aprendendo esse gosto doce e motivador de se sentir grande, forte e unido. Mas tomara que essa aprendizagem seja mais rápida, pois, 1.500 anos já é tempo suficiente para que a gente já tivesse mais evoluídos nesse sentido. Por tudo isso é que a Copa do Mundo é tão mais importante para nós brasileiros Significa bem mais que o maior evento esportivo do mundo. Significa o evento que nos permite saborear o sentimento de um povo unido, imanado, orgulhoso e com identidade afinada, una. Que curtamos então a Copa do Mundo. Que o orgulho do brasileirismo nos faça evoluir como povo e não apenas como “bons de bola”. EACOELHO |
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