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JOTA JOTA SOUSA
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Texto mais recente: Um Poeta em Fuga



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A Quem Interessar Possa

Perguntam-me sempre por que escrevo ou como passei a gostar de poesia.
Foi sem dúvida minha mãe quem primeiro suspeitou da poesia em mim. Ah Minha mãe! Como era tocante vê-la abrir um livro, passar aquelas ásperas mãos sobre o papel, sorrir, sonhar, sem nada conhecer daquele mundo. Sem saber distinguir uma só letra.
-Meu filho é cheio de “polichiados! Disse certa vez toda prosa para uma amiga. Eu era ainda criança. Muito criança.
Por muito tempo procurei nos dicionários da existência deste termo: “Polichiado ou poluchiado”. Por anos alimentei a idéia de assim intitular o primeiro livro que por ventura viesse a escrever. No entanto, a lexicografia parece ainda não ter alcançado este termo e assim acabei desistindo. Mas, hoje sei bem o que esse “Polichiado” quer dizer, a sabedoria popular encarregou-se desta tarefa.
Foi numa tarde de domingo que tive meu primeiro contato com a poesia escrita. Eu ,menino de 11 anos quase, recebi da saudosa Irmã Caldas, a incumbência de distribuir algumas revistas para uns poucos assinantes daquela época. Na Praça do Perdão, hoje Costa Alvarenga, movido pela curiosidade quase inocente, tendo apenas o silêncio de uma tarde de domingo e a aconchegante sombra dos Tamarindeiros, ousei abrir um daqueles exemplares e defrontei-me com “O Bicho”. O preciso poema de Manuel Bandeira:
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão.
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Sacudido até a alma, passei então a procurar o poeta menor e o que mais de real ele tinha a dizer-me. E foi buscando-o que fui encontrando outros. E nestes outros estava “Rilke”. O laconismo do austríaco Rainer Maria Rilke:
“Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma. Confesse a si mesmo: Morreria se me fosse vedado escrever? Isto acima de tudo; pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: Sou mesmo forçado a escrever?
Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar aquela pergunta severa por um forte e simples “sou”, então construa a sua vida de acordo com esta necessidade”.
E eu comecei a escrever.


Jota Jota Sousa



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