Visitante, seja Bem-Vindo! 
Novo Cadastro
Esqueceu a Senha?

Login: 
Senha:
JOÃO NUNES VENTURA

AINDA TENHO ESPERANÇA, DE VOLTAR A SER CRIANÇA
ventura - JOÃO NUNES VENTURA
RSS - As recentes de:JOÃO NUNES VENTURA
&nbnsp;
 

----------------------------------------------------------------------------------------

PARTICIPE! Quero incluir Textos! É GRÁTIS, É fácil, É simples, EU POSSO!



JOÃO NUNES VENTURA
Aniversário: 27/03
Cadastrado desde: 20/04/2011 -

Texto mais recente: PRAZER DE AMAR

Textos & Poesias || Esperança

Imprimir
TRISTEZA NO ROSTO
18/04/2017
Autor(a): JOÃO NUNES VENTURA

TRISTEZA NO ROSTO

   TRISTEZA NO ROSTO
      João Nunes Ventura-04/2017

Sem chuva na terra
A tristeza no rosto,
Com tanto desgosto
Sem perfume da flor,
E assim vive o filho            
Na poeira do sertão,
Já sofrido o coração
De chorar a sua dor.

No choro o lamento
Falta a água no rio,
Seu olhar no desafio
Olhando a imensidão,
E na hora dos anjos
Medita e logo pensa,
Levando sua crença
Pra Deus em oração.

Agora outra estação
Já estamos em abril,
E nesse céu de anil
Espera chuva chegar,
O olhar de esperança               
Se vê em seu sorriso,
Aqui é o seu paraíso
É sonhar e trabalhar.

E vem outro governo
Quem sabe é melhor
E no horizonte do sol
Todo chão pipocando,                     
E sem água na lagoa
O barro já é tão duro,
Que pena o seu futuro
Sofrendo e chorando.

Sem adubo a lavoura
Do plantio derradeiro,
Tudo se acaba ligeiro
Lá na sua plantação,            
A dor que ele carrega
Ver-se com sol posto,
As lágrimas no rosto
Pingando em sua mão.

E o sertanejo reclama
Diz isso tudo é castigo,
Sem comida no abrigo
É apelar pra São José,                     
Pra ele falar com Deus         
De lembrar o nordeste,
Seu povo que se veste
De oraçaõ e muita fé.

Decide assim tristonho
Com adeus da partida,
A sua mãe tão querida
Reza no terço que tem,                              
Vende seus pertences
O pouco do seu agrado,
Até mesmo seu roçado
Que tanto ele quer bem.

Amanhece um novo dia
E ele caminha enfadado,
Com o passo apressado
Segue o pobre penitente,         
Que mundo de loucura
Da locomotiva apitando,
Passa o trem deslizando
Na estação tanta gente.

E a fábrica tão distante
Assim o tempo inteiro,
Que pena pobre roceiro
Nunca mais pode voltar,
Já não tem a esperança                        
E trabalha pela comida,
Estranho em outra vida
Só pensando em seu lar.

Sozinho sem ter notícia
Da sua terra que é boa,
E a saudade que povoa
O seu coração sofredor,
Que dor e que saudade                  
Sua casinha lá da serra,
A farinhada lá da terra
Que festança que amor.

Isolado ver outro mundo
Olhar lagrimoso coitado,
Vida triste amargurado
Sem um amigo ou irmão,               
E esse Brasil que é lindo
Também é do nordestino
O trabalho é seu destino
Quer voltar para o sertão.

E sem a sua bela amada
Não olha a noite de luar,
E com seu pranto a rolar
Tamanha é a sua aflição,
Oh! Que pena esse moço
Seu peito amor encerra,
Não volta para sua terra
O seu berço seu coração.



Publicado no site: O Melhor da Web em 18/04/2017
Código do Texto: 134736
AQUI VOCÊ INTERAGE DIRETAMENTE COM O(a) AUTOR(a) DA OBRA!
DEIXE UM COMENTÁRIO REFERENTE AO TEXTO!

Comente esse Texto - Seja o primeiro a comentar!


Busca Geral:
Título
Texto Título e Texto


CLIQUE AQUI! PARA LER OS TEXTOS CADASTRADOS!
ESSE LINK VAI PARA A PÁGINA PARA EXIBIÇÃO DOS TEXTOS!

Galeria de Fãs
  • Adicionar como fã (necessita estar logado)
Sou Fã de...