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Texto mais recente: Hálitos (Ruy Espinheira Filho) (+tradução italiana)

Textos & Poesias || Poema

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Ausência (Vinícius de Moraes) (+tradução italiana)
10/01/2018
Autor(a): MANUELA

Ausência (Vinícius de Moraes) (+tradução italiana)

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
E em minha voz, a tua voz.

Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado.

Eu deixarei...
Tu irás e encostarás tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu

Porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.

E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos...
Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves,
das estrelas, serão a tua voz presente, tua voz ausente,
a tua voz serenizada.
_________________________________________


Tradução italiana de Manuela Colombo


Assenza

Io lascerò morire in me il desiderio di amare i tuoi occhi tanto dolci
Perché null’altro potrei darti se non la pena di vedermi eternamente esausto.
Eppure la tua presenza è in qualunque cosa, come la luce e la vita
E io sento che nel mio gesto esiste il tuo gesto
E nella mia voce, la tua voce.

Non voglio possederti, perché dentro di me tutto sarebbe finito.
Voglio solo che tu sbocci in me come la fede nei disperati
Perché io possa posare una goccia di rugiada su questa terra maledetta
Che s’è attaccata alla mia carne come un’onta del passato.

Io lascerò...
Tu te ne andrai e accosterai il tuo viso a un altro viso
Le tue dita s’intrecceranno ad altre dita e tu ti schiuderai nella nottata
Ma tu non saprai che a coglierti fui io.

Perché io fui sempre in grande intimità con la notte
Perché accostai il mio viso al viso della notte e ti sentii sussurrare amorosa
Perché le mie dita s’intrecciarono alle dita della bruma sospese nello spazio
E io portai fino a me la misteriosa essenza del tuo abbandono scomposto.

E io rimarrò solo come i velieri nei porti silenziosi.
Ma ti possederò come nessuno mai, perché potrò partire
E tutti i lamenti del mare, del vento, del cielo, degli uccelli,
delle stelle, saranno la tua voce presente, la tua voce assente,
la tua voce rasserenata.



Publicado no site: O Melhor da Web em 10/01/2018
Código do Texto: 136309
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