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Texto mais recente: Pequeno Concerto p/ Oboé e Flauta úmida (Antônio Brasileiro) (+tradução italiana)

Textos & Poesias || Poema

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Desintegração (Abgar Renault) (+tradução italiana)
06/01/2019
Autor(a): MANUELA

Desintegração (Abgar Renault) (+tradução italiana)

Eu tenho o coração cheio de coisas para dizer...
E a minha voz, se eu acaso falasse,
teria a força de uma revelação!  

Meu espírito palpita ao ritmo desordenado e aflito
de asas prisioneiras que se dilaceraram
na arrancada impossível da libertação e da altura.  

Minhas mãos tremem ainda ao contato
imaterial, sobre-humano e fugitivo
de qualquer coisa além e acima deste mundo...  

Adormeceu para sempre no fundo dos meus olhos
a saudade de paisagens estranhas e longínquas,
que nunca, nunca mais voltarão neste tempo e neste espaço.
 
Doem meus olhos. Tremem, ansiosas, as minhas mãos.
Meu espírito palpita. Tenho o coração cheio de coisas para dizer...
Eu estou vivo, Senhor! mas, em verdade, é como se estivesse morto...
_______________________________________


Tradução italiana de Manuela Colombo


Disintegrazione
 
Ho il cuore colmo di cose da dire...
E la mia voce, se riuscissi a parlare,
avrebbe la forza d’una rivelazione!  

Il mio spirito palpita al ritmo disordinato e afflitto
di ali prigioniere che si squarciano
nell’impossibile anelito verso la libertà e l’altezza.  

Le mie mani ancora tremano al contatto
immateriale, sovrumano e fuggevole
di qualcosa che sia al di là e al di sopra di questo mondo...  

S’è addormentata per sempre nel fondo dei miei occhi
la nostalgia di paesaggi insoliti e lontani,
che mai, mai più ritorneranno a questo tempo e a questo spazio.
 
Gli occhi mi dolgono. Tremano, ansiose, le mie mani.
Il mio spirito palpita. Ho il cuore colmo di cose da dire...
Sono vivo, Signore! ma, in verità, è come se fossi morto...



Publicado no site: O Melhor da Web em 06/01/2019
Código do Texto: 138984

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