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EDUARDO EUGÊNIO BATISTA

A vida não procura a morte, se você sabiamente, não optar por merecê-la!
Setedados - EDUARDO EUGÊNIO BATISTA

Textos & Poesias || Contos
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A FOME
Autor(a): EDUARDO EUGÊNIO BATISTA
A FOME


         Que desumano! Que pecado! Pobre miserável, diziam alguns transeuntes ao topar com o Sr. Elias, um pedinte que sentado à beira da calçada (junto aos seus pãezinhos já separados para o café da tarde), estendia a sua mão amarelada e sebosa para catar algumas moedinhas ou umas cédulas quando tinha sorte.
         Contudo, para o seu sustento ele dispunha de alimentos bem mais nutritivos, como ele mesmo de fato nas suas auto-afirmações mencionava; já que era muito sozinho e quase sempre consigo mesmo dialogava. Além de água, café e pães, o Sr. Elias comia arroz e uma carne (digamos que de um tipo especial) quase todos os dias, que ele mesmo preparava e assava no seu fogãozinho de tijolos. Regalava-se neste cardápio, acompanhado com alguns copinhos de pinga da forte, sempre.
         Deliraaaaava! Feliz estava, dormindo com a pança cheia e inchada debaixo daquele viaduto, que era a sua casa. Num recente passado, ao qual ele recordava com emoção, esse homem que fora do sítio, foi um ardiloso caçador... Agora, na necessidade e na indiferente cidade, construiu uma bela arapuca e de bairro em bairro a armava... Os gatos da redondeza pareciam ser infinitos...


Novembro/1998.



Eduardo Eugênio Batista.


Publicado no site: O Melhor da Web em 06/04/2010
Código do Texto: 53025
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[ 1291 ] Texto s indicado s , porém não é o autor.




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